quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Só mesmo em Campos do Jordão. Ou não? Parte II

Hoje foi o segundo dia na semana que vim pra casa com o mesmo questionamento...
Não sei se é 'mania' de cidade pequena, se todo lugar é assim, ou se é mesmo uma característica de Campos do Jordão o fato da não valorização da mão de obra local. Quer dizer. Sim, existe um grande 'problema' na mão de obra oferecida em cidades pequenas, e Campos não foge disso. O acesso a educação é falho, as oportunidades poucas e a cultura da própria cidade, fria, faz com que as pessoas sejam pouco participativas. Mas isso não quer dizer que não exista mão de obra qualificada na cidade em área alguma. 
E não vem me dizer que santo de casa não faz milagre. ...

Ouvi em duas reuniões diferentes o assunto de contratar uma empresa pra prestar serviço X pras entidades. A fala: 'Combinamos com o moço de vir de São Paulo dia tal. E vemos outras opções de lá.' ... MAS peraí... já checaram se a cidade oferece esse tipo de serviço? Se existe alguém qualificado? Antes de trazer uma pessoa de outra cidade e valorizar como se a pessoa fosse Deus, não dava pra encontrar (ou tentar) no próprio município alguém que atenda as especifícações? 

Será que se falo em turismo sustentável, incentivo a economia local, e contrato uma pessoa de fora não estaria na prática indo contra a teoria? ...
Porque Campos do Jordão insiste nessa mania imbecil e tosca de viver de aparência? Se o Juca vem de terno e gravata da capital num carro alugado diz que presta serviços A, Y e Z, sem necessidade de comprovação real o sujeito é aplaudido em pé. Não importa se depois deixará um prejuízo na localidade, se só está pensando em ganhar dinheiro, se aquela aparência não condiz. Parece que é. Então é. 
Agora, na humildade, o 'pobre' cidadão jordanense, pinhão da terra, pode ter estudado, amar a cidade, ser comprometido, mas se vestir tênis e não parecer que é bem sucedido a qualquer custo, será considerado um idiota. 

Importa não é ser. É ter, quer dizer, parecer que tem já basta. 
Conhecimento? Só quem tem reconhece um semelhante. Quem não tem acredita em qualquer baboseira.
Que idiotas. Até quando? 


Questão de opinião. Talvez esteja certa. Talvez não. Mas de qualquer forma fica a reflexão.

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